De volta ao topo

Meningioma e Radioterapia

Meningioma é um tumor benigno que surge nas membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, ou seja, a lesão cresce entre o tecido o nervoso e o osso, seja o crânio ou a coluna vertebral. É extremamente raro haver invasão do tecido nervoso pelo meningioma, ou seja, geralmente os sintomas aparecem pela compressão do cérebro, medula ou raizes nervosas. Na coluna vertebral, o meningioma pode simular um quadro de hérnia de disco, com dor, fraqueza e perda de sensibilidade nos membros. No crânio, dor de cabeça, vômitos, alterações visuais e crises epilépticas podem ocorrer, especialmente se o tumor for grande. Outros sintomas vão diferenciar de acordo com a região em que o meningioma se localiza. Por exemplo, na região frontal, o meningioma pode causar perda de visão e olfato, perda de força, além de depressão e alteração comportamental; na região temporal, pode causar perda de memória, alterações auditivas e da fala; na região occipital (posterior), pode causar perda de equilíbrio e coordenação; na região parietal pode causar perda de sensibilidade e também de força. 
Radioterapia é um tratamento que utiliza radiação ionizante para destruir as células de um tumor, e impedir que ele cresça novamente. Por esse motivo a radioterapia é utilizada para o tratamento de câncer. É importante ressaltar que para a radiação alcançar o alvo desejado, tecidos normais certamente sofrerão também com a radiação. O avanço tecnológico permitiu que os efeitos colaterais da radiação no tecido normal se minimizassem, o que expandiu o uso da radioterapia para outras situações que não o câncer. É o caso da radiocirurgia, que apesar do nome, não envolve nenhum corte e sim, a realização da radioterapia em uma única sessão.
 
Quando o meningioma é muito pequeno, não está causando problemas, e foi diagnosticado incidentalmente, pode ser possível a observação clínica e acompanhamento periódico com exames de imagem. Do contrário, o tratamento do meningioma é cirúrgico! Como esse tipo de tumor cresce fora do tecido nervoso, é possível retirar o tumor sem causar dano algum ao cérebro ou medula espinhal. O que não acontece com a radioterapia, que sempre irá causar dano ao tecido próximo à lesão. Alguns meninonas são de muito difícil acesso para a cirurgia, geralmente aqueles localizados no seio cavernoso, nesses casos o neurocirurgião pode indicar o tratamento com radioterapia, pela impossibilidade do tratamento cirúrgico. Em outro casos, a avaliação anatomo-patológica (biópsia) revela um meningioma agressivo e que tem chance maior de retorno, nesses casos a radioterapia realizada após a cirurgia, também é benéfica. Mas na grande maioria dos casos o tratamento do meningioma é cirúrgico e não radioterápico!