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15 de julho de 2024Síndrome de Bertolotti: Causas, Sintomas e Tratamentos

A Síndrome de Bertolotti é uma condição espinhal menos conhecida, mas que pode ser a causa subjacente de muitos casos de dor lombar crônica. Nomeada após o radiologista italiano Mario Bertolotti, que a descreveu no início do século XX, esta síndrome ocorre devido a uma anomalia congênita na última vértebra lombar. Especificamente, caracteriza-se pela articulação anormal ou pela fusão parcial desta vértebra com o sacro, um fenômeno conhecido como transição lombossacra.
Quais são as causas da Síndrome de Bertolotti?
A principal causa é genética, relacionada a uma anomalia na formação da coluna vertebral durante o desenvolvimento fetal. Essa condição pode permanecer assintomática em muitos indivíduos, mas em outros, pode causar dor lombar significativa e limitação de movimento devido à articulação anormal que cria estresse adicional na coluna vertebral.
Quais são os sintomas?
– Dor lombar crônica, especialmente na região lombo-sacra
– Rigidez e limitação de movimento na parte inferior das costas
– Dor que piora com atividades físicas ou após longos períodos sentado ou em pé
Como é diagnosticada a Síndrome de Bertolotti?
O diagnóstico geralmente envolve uma combinação de histórico médico detalhado, exame físico e técnicas de imagem, como radiografias da coluna vertebral, ressonância magnética (MRI) ou tomografia computadorizada (CT). Estas imagens podem revelar a extensão da fusão vertebral ou da articulação anormal.
Qual é o tratamento?
O tratamento para a Síndrome de Bertolotti é tipicamente conservador no início, focando no alívio da dor e na melhoria da mobilidade. As opções incluem:
– Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)
– Fisioterapia para fortalecer os músculos da coluna e melhorar a flexibilidade
– Injeções de corticosteroides para reduzir a inflamação
Em casos onde o tratamento conservador não oferece alívio suficiente, a intervenção cirúrgica pode ser considerada. A cirurgia pode envolver a remoção da articulação anormal ou a fusão das vértebras afetadas para estabilizar a coluna.
Conclusão
A Síndrome de Bertolotti pode ser uma fonte de dor lombar crônica e desconforto, contudo, um diagnóstico preciso seguido de um tratamento adequado pode oferecer alívio significativo. Se você está sofrendo de dor lombar persistente, é importante consultar um especialista em coluna para uma avaliação detalhada.
FAQ:
- O que é a Síndrome de Bertolotti? Esta síndrome é uma condição caracterizada pela articulação anormal entre a última vértebra lombar e o sacro ou ilíaco, podendo causar dor lombar crônica.
- Quais são os sintomas da Síndrome de Bertolotti? Os sintomas mais comuns incluem dor lombar crônica, rigidez na região inferior das costas e, em alguns casos, dor irradiada para as pernas.
- A Síndrome de Bertolotti pode ser curada? Embora não haja uma ‘cura’ definitiva, ainda assim, muitos pacientes conseguem gerenciar eficazmente os sintomas e melhorar significativamente sua qualidade de vida com o tratamento adequado.
- A Síndrome de Bertolotti é uma condição comum? Não, é considerada uma condição rara, e muitas vezes os pacientes passam por vários profissionais de saúde antes de receberem o diagnóstico correto. No entanto, não é incomum no consultório do especialista. A presença de vértebra de transição, sem a articulação anômala é ainda mais comum.
- Existe alguma recomendação de estilo de vida para quem tem esta síndrome? Manter um peso saudável, praticar exercícios de baixo impacto regularmente e evitar atividades que exerçam pressão excessiva sobre a região lombar podem ajudar a gerenciar os sintomas.
- A Síndrome de Bertolotti é hereditária? Não há evidências suficientes para afirmar que esta condição seja hereditária, mas qualquer anomalia espinhal pode ter um componente genético.






13 Comments
Fui diagnosticado com isso, sinto dor lombar crônica desde o ano de 2018 que limita em tudo no dia a dia, sempre que posso fico deitado pra aliviar a sobrecarga da lombar, faço uso constante de tramadol de 100mg porem me da efeitos colaterais como enjôo, gostaria de saber uma opinião de medicação que eu posso tomar pra controlar a dor sem tanto efeito colateral, agradeço pela atenção
Olá Alexandre, a prescrição de medicamentos deve ser feita após uma consulta médica. São muitos fatores que precisam ser considerados, entre eles os efeitos colaterais, interação com outros medicamentos, alergias ou intolerância às substâncias, etc. Quando a dor lombar crônica não melhora com o tratamento conservador, procedimentos precisam ser considerados para que recupere sua qualidade de vida. Especificamente na síndrome de Bertolotti, desde infiltrações, desarticulações às artrodese, são procedimentos que podem ser cogitados. Atenciosamente,
Por sorte, não fui acometida desta sindrome e se me permitem a brincadeira: apesar do meu sobrenome….
? Que bom que você não tem a Síndrome de Bertolotti, apesar do sobrenome! Para quem não conhece, essa é uma condição rara em que uma vértebra lombar se funde parcialmente ao sacro ou ao osso ilíaco, podendo causar dor lombar crônica. No seu caso, fico feliz que seja só coincidência no nome e não um problema de coluna! Se precisar de algo, estou à disposição. ?
Boa Noite! Dr. Marcelo Amato
José Augusto; tenho 61 anos e estou com quadro de artropatia degenerativa coxofemoral quadril bilateral, espondilodiscoartrose lombar e osteoporose. Dor referida lombar crônica com irradiação para região glútea, perda ponderal recente. RNM QUADRIL DIREITO: tendinopatia glúteos e isquiotibiais, alterações degenerativas coxofemorais, sinovite, bursite trocanterica. Descobri em abril de 2025 MEGAPOFISES LOMBAR L5. Será isso SÍNDROME DE BERTOLOTTI?
Olá, José Augusto! ?
Sim, as megapófises em L5 podem estar relacionadas à Síndrome de Bertolotti, principalmente quando há contato ou fusão com o sacro ou o osso ilíaco. Isso pode contribuir para a dor lombar crônica.
Mas é importante avaliar bem as imagens e o quadro clínico, porque alterações no quadril e bursite também podem causar sintomas parecidos.
Bom dia eu fui diagnosticada com esse problema trabalho em pé de 7:30 as 16:30 só me sento na hora do meu almoço sinto muitas dores todos os dias cada vez pior também tenho hérnia de disco e outros problemas como tendinite bursite e esporão entaoo eu sinto dores muito forte gostaria de saber se nesse caso consigo um afastamento pois eu trabalho em uma produção de bolos e doces eu fasso serviço de duas pessoas.
Olá Sheila! Muito obrigado por compartilhar sua história.
Sinto muito por saber que você está enfrentando tantas dores no seu dia a dia. Trabalhar em pé por tantas horas, ainda mais realizando atividades físicas intensas, pode agravar bastante condições como hérnia de disco, tendinite, bursite e esporão — especialmente quando não há pausas adequadas ou quando a sobrecarga de trabalho é grande, como parece ser o seu caso.
Com base no que você descreveu, é bastante possível que exista indicação para afastamento temporário do trabalho, tanto para controle da dor quanto para reabilitação adequada. No entanto, esse tipo de decisão deve ser formalizada após uma avaliação presencial com um médico especialista, que pode ser um ortopedista ou um neurocirurgião, além de um médico do trabalho se necessário. Eles vão avaliar sua capacidade funcional e, se for o caso, emitir o laudo que justifica o afastamento junto ao INSS.
Também é importante considerar formas de tratamento que melhorem sua qualidade de vida a longo prazo — isso pode incluir fisioterapia, fortalecimento muscular, ajustes ergonômicos no trabalho e, em casos mais específicos, até tratamento cirúrgico.
Procure ajuda médica o quanto antes, e não deixe sua dor ser normalizada. Toda dor persistente precisa ser investigada com seriedade. Desejo melhoras e força nessa caminhada!
Olá Dr. tudo bem?
Fui diagnostica com Hérnia de Disco L5 S1, porém tenho megapofise Transversa Bilateral – Opereia a hérnia e a dor ainda persiste, todo Neuro ou Orto que vou, diz que estou com a articulação sacroilíaca inflamada.
Minha pergunta, o Sr faz consulta via via vídeo – Telemedicina? Pelo que li aqui o senhor trata nossos casos. Não aguento mais sentir dor Dr.
Olá Glaucio! Obrigado pela sua mensagem e pela confiança.
Lamento muito saber que, mesmo após a cirurgia, a dor continua te incomodando. A persistência da dor após uma cirurgia de hérnia de disco pode, de fato, estar relacionada a outras estruturas — e a inflamação na articulação sacroilíaca é uma causa relativamente comum que pode passar despercebida inicialmente.
A presença de megapófise transversa bilateral também é algo que merece atenção, pois em alguns casos pode estar associada à síndrome de Bertolotti, e pode gerar dor crônica lombar por sobrecarga nas articulações e estruturas vizinhas. É algo que precisa ser avaliado com cuidado, principalmente quando há recorrência ou persistência dos sintomas após uma cirurgia.
Realizo sim atendimentos por telemedicina , através da consulta online posso revisar seus exames, ouvir sua história e ajudar a definir os próximos passos — inclusive se houver necessidade de exame adicional, tratamento intervencionista, ou mesmo reavaliação da cirurgia. Algumas vezes, especialmente em casos de dor crônica, a consulta presencial se faz necessária, e pode ser realizada em um segundo momento.
Se tiver interesse, a Tamires (11 973132613) pode explicar como funciona o agendamento por vídeo. Não precisa passar por isso sozinha — há caminhos para buscar alívio e qualidade de vida.
Conte comigo!
Obrigada por esse artigo ,Doutor é muito bom ver estudos sobre essa condição,sou diagnóstico com a síndrome de Bertolotti tipo ||| a 3 anos e meio, sou sintomática , a mais de 10 anos, associado com artrose interfacetaria, protusão discal ,retificação lombar e outras consequências da sobrecarga mecânica, estou em tratamento , fisioterápico e medicamentoso ,buscando a cura
Obrigada Doutor por esse artigo, sou diagnosticada com a síndrome de Bertolotti tipo||| a três anos e meio, sendo sintomática a mais de 10 anos, associado tenho artrose interfacetaria na VT, protusão discal, retificação lombar… Estou em tratamento conservador fisioterápico e medicamento em busca da cura dos sintomas, pois as crises estão recorrentes com nível de dor intensa
Que bom que lhe foi útil Priscila! Se precisar de auxílio médico, estamos à disposição para atendê-la. Atenciosamente,