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Obesidade e hérnia de disco; conheça a relação entre elas e os sintomas

Pesquisas indicam um aumento no número de pessoas acima do peso, o que reflete no funcionamento do organismo, incluindo as estruturas intervertebrais da coluna

O sobrepeso é um fator de risco para diversos problemas de saúde e, para quem não sabia, o aparecimento de hérnia de disco lombar também faz parte dessa lista. A relação da obesidade com essa doença está na força que ela exerce sobre a coluna e a capacidade desta em responder a isso. Considerando que o amortecimento do impacto nas vértebras é a principal função do disco intervertebral, é lógico pensar que a sobrecarga nessas articulações pode levar a problemas em seu funcionamento. 

O disco intervertebral é composto, de modo geral, por uma camada externa e rígida e uma camada interna que é mais elástica. O que ocorre nos casos da obesidade é que o ânulo fibroso – camada mais grossa e externa do disco – sofre abaulamento constante produzido pelo excesso de carga e, como consequência, surgem pequenas fissuras em sua estrutura, por onde o núcleo pulposo (parte interna do disco) pode sair. Fora do seu local de origem, ele invade o espaço de outros componentes da coluna vertebral, como os nervos próximos, de modo a comprimi-los e a danificá-los. 

Dentre os principais sintomas para a condição estão: dor na parte inferior da coluna, dor na nádega, coxa, perna e pé (calcanhar), cãibras na perna, formigamento, dormência e fraqueza nas pernas e pés e, em casos mais graves, perda de controle esfincteriano (alteração no funcionamento do intestino ou bexiga).

De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019, o percentual de pessoas obesas em idade adulta no país mais do que dobrou em 17 anos, indo de 12,2%, entre 2002 e 2003, para 26,8%, em 2019. No mesmo período, a proporção da população adulta com excesso de peso passou de 43,3% para 61,7%, representando quase dois terços dos brasileiros. O levantamento foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Outros fatores para a hérnia de disco 

No entanto, a obesidade não é o único fator associado ao surgimento de hérnia de disco. Sedentarismo, tabagismo e o próprio processo de envelhecimento podem comprometer os discos intervertebrais, além da predisposição genética e doenças. 

O tratamento inicial para os pacientes obesos com hérnia de disco não difere dos demais casos. Normalmente, recomenda-se repouso relativo e uso de medicação sintomática e anti-inflamatória. Em situações em que a doença está em estágio mais avançado, diferentes tipos de fisioterapia podem ser indicados, assim como educação postural e conscientização corporal. 

Orientação nutricional e o acompanhamento conjunto do endocrinologista também são recomendáveis, porque, devido à dor, estimulamos os pacientes a trabalhar sua saúde de modo geral, como alcançar objetivos de emagrecimento e estilo de vida mais saudável. 

Tenho hérnia de disco: preciso fazer cirurgia? 

Em situações em que a doença está em estágio mais avançado, mas que os sintomas agudos já foram controlados, diferentes tipos de fisioterapia podem ser indicados, assim como educação postural e conscientização corporal.

As cirurgias de hérnia de disco lombar são indicadas em casos em que a dor não cessa com tratamento clínico ou que há déficit neurológico, tais como perda de força, formigamentos e dormências. 

O alívio da dor nesses pacientes é essencial para que consigam iniciar, o quanto antes, atividades físicas que auxiliem na perda de peso, bem-estar e prevenção de novos problemas da coluna.

Por Redação
Por Redação
Dr. Marcelo Amato - CRM: 116.579 Médico e Neurocirurgião pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP); Doutor em Neurocirurgia (Clínica Cirúrgica) pela Universidade de São Paulo (FMRP-USP), orientado pelo Prof. Dr. Benedicto Oscar Colli; Especialista em Neurocirurgia pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) e pela Associação Médica Brasileira (AMB); Especialista em Cirurgia de Coluna pela Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e Associação Médica Brasileira (AMB); Linha de Pesquisa em Cirurgia Endoscópica da Coluna desde 2013 pela FMRP-USP com diversos artigos e livros publicados nacional e internacionalmente; elaboração de aulas e cursos nacionais e internacionais sobre Endoscopia de Coluna, e realização de consultorias em todo território nacional; Neurocirurgião referência do Hospital de Força Aérea de São Paulo (HFASP); Diretor do Amato - Hospital Dia

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